a lua perfeita, uma lamina branca, um C ao contrário.
a vista da minha janela parece uma casa no natal.
o bosque é o pinheiro, os faróis as luzes, as ruas as fitas ou os fios de luzes, as folhas as bolas com brilhantes.
o fio de luzes percorre o segundo terço do bosque, quando o semáforo está vermelho, as luzes ficam no modo imóvel, quando fica verde, os faróis vão descendo o fio, lentamente, até ao próximo semáforo. como se de uma procissão de luzes se tratasse. uma a uma nos encanta e nos hipnotiza, como a lareira de casa no natal.
domingo, 27 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
abraça
A B R A C A D A B R A
A B R A C A D A B R
A B R A C A D A B
A B R A C A D A
A B R A C A D
A B R A C A
A B R A C
A B R A
A B R
A B
A
A B
A B R
A B R A
A B R A C
A B R A C A
A B R A C A D
A B R A C A D A
A B R A C A D A B
A B R A C A D A B R
A B R A C A D A B R A
A B R A C A D A B
A B R A C A D A B R
A B R A C A D A B R A
semáforo
semáforos de cores, semáforos de símbolos, de luzes, de ideias, semáforos de estações
tudo tem uma ordem, tudo é vicioso, tudo é virtuoso, tudo depende de onde vemos o semáforo, se de cima, de baixo, da esquerda, da direita.ontem vi um semáforo de folhas, uma só árvore e um conjunto de 3 cores: verde, amarelo, vermelho. vi 3 árvores de semáforo: a 1ª de folhas verdes, a 2ª de folhas amarelas, e a 3ª de folhas encarnadas como os lábios ensanguentados do frio. do outro lado, a 3ª era é a 1ª, a 2ª a 2ª e a 1ª era é a 3ª. todas em comum têm a caducidade.
hoje vi a lua pendurada, um baloiço branco branco, e vi a lua, como o sol, cair, devagar, devagarinho no bosque. vi a lua ao contrário, de branca passou a amarela, de amarela a laranja, de laranja a romã e de romã a nada.
amanhã vejo as folhas que foram verdes no chão, as árvores no mesmo sítio, e a lua crescer.
a lua e o sol dependerão se estou no outono ou no inverno. ou no país do faz de conta.
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