quinta-feira, 25 de março de 2010

Dá sombra, emergiu o grito.
Olhou à volta e gritou silenciosamente. Quem guardava aqueles olhos viu o desespero de alegria, ninguém o amparou, acabou por desaparecer no silêncio e nunca mais o avistaram.
GRITOU tanto no escuro, rouco acabou por ficar.
Quando se encontravam, a luz aparecia.
Hoje, não vive feliz, não é infeliz. Vive aqui, a presença não se sente.
Amanhã, no sonho, sorriu. Virou costas, num passo de dança soltou uma gargalhada e caiu. morreu.
Desde o dia que aí vem, que é lembrado pela sua gargalhada forte, viva e feliz. Nessa unica gargalhada viveu toda a vida que tinha. Despediu-se dos seus sonhos, dos seus manuscritos, dos seus olhos, e solto-se.
desfez-se no ar, como o olhar dos presentes, que jamais o tinham visto.
L'amour cria: je t'aime.

segunda-feira, 15 de março de 2010

"Subitamente - que visão de artista!"

Rolão com dignidaaaaaaaaade.
Com a ponta do pé rodou e desenhou um círculo. Retrato da vida.
Aquela casa é uma roda de bicicleta, com tudo a que tem direito. O tempo passa, e a casa vai se gastando, sempre com pilares fortes ela não se destrutura. o facto de se encher o pneu de ar, de vez em quando, dá lhe alegria e um toque de novo. ronova-se um vizinho. Um prédio, supõe-se, dos anos 20. é antigo. sempre em obras, mas as melhores já ali feitas são as recordações e as histórias de quem por lá passou e quem lá passará.
Voltando ao pneu e aos raios que o suportam. Cada uma das hastes que liga o corpo, o nucleo, da roda ao seu aro periférico são aqueles a quem pertencem as recordações. Essas hastes cruzam-se, essas recordações são encadeadas por acções que levam àquela casa.
Saí de lá, para alguém construir a sua história com a casa como centro. Será sempre o centro.
Já passou por lá, hoje passo eu. Amanhã quiça.

sábado, 13 de março de 2010

Vejo o mundo de outra maneira. "J'ai peur". J'ai rêver. L'obscurité, a claridade. Focagem. Dois lados. A rua, a casa. Quente do teu calor, embalei-me na noite. La nina nana. A minha deambulante. Vagueio.

terça-feira, 9 de março de 2010

Sinto-me mais quentinha, mas tão tonta como a terra. Terra esta que rodou sobre si mesma, rodou e rodou. para despistar aquelas nuvens carregadas de chuva. Estas nuvens que se despistem e voltem para o ano.
Hoje vi outra vez Lisboa, as saudades que tínhamos da sua Luz. Estava tudo na rua, como se para festejarmos juntos a chegada do Sol, mesmo que seja por um dia. juntámo-nos.
Juntámo-nos na alegria graças ao sol.
Hoje estive contigo, convosco.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Vamos construir "castelos no ar"

Bifurco

Estarei tonta pelo centro da Terra ter desviado 8 cm? ou porque estou a chegar ao Deuses gregos? Não.
Se for medium, e sentir essa mudança de epicentro, sentirei mais que todos os dias diminuirem significamente. Preciso do dia. do Sol; preciso também da Lua, o Sol da minha noite.
Esta tontura, não me faz bem. Estou apática. O meu corpo está cá, o meu espírito também, mas não sou eu. Não estão juntos, falta-lhes a dança que os une; a sanidade. Não penso, ou penso sem nexo. Sinto uma bifurcação.
Desculpa.