Dá sombra, emergiu o grito.
Olhou à volta e gritou silenciosamente. Quem guardava aqueles olhos viu o desespero de alegria, ninguém o amparou, acabou por desaparecer no silêncio e nunca mais o avistaram.
GRITOU tanto no escuro, rouco acabou por ficar.
Quando se encontravam, a luz aparecia.
Hoje, não vive feliz, não é infeliz. Vive aqui, a presença não se sente.
Amanhã, no sonho, sorriu. Virou costas, num passo de dança soltou uma gargalhada e caiu. morreu.
Desde o dia que aí vem, que é lembrado pela sua gargalhada forte, viva e feliz. Nessa unica gargalhada viveu toda a vida que tinha. Despediu-se dos seus sonhos, dos seus manuscritos, dos seus olhos, e solto-se.
desfez-se no ar, como o olhar dos presentes, que jamais o tinham visto.
L'amour cria: je t'aime.
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