com isto, a criatura dançante viu que há muito tempo que é responsavél pelos seus passos por mais frágeis! mais uns anos, L. serás tu também grande, mas aquele sumo será sempre nosso! és a criatura dançante! obrigada pelo abraço com os teus olhos neste teu dia, parabéns! afilhada és! filha sou! filha és! afilhada sou!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
a bailarina pensou que não quer que se olhe para um passo de dança e que o identifiquem com a própria, criatura dançante. ela aproveitava, este que seria o último natal enquanto bailarina não responsável dos seus pequeninos e delicados pés; até que outra proprietária de outros minusculos pés a fez sentir como umas sapatilhas usadas, com outra dança, vida. experiente. Com sua delicada, pequenina mão, e a sua voz aguda de menina ainda pequenina, disse à bailarina: - Não é essa! não sabes, essa é da tua altura! a bailarina sentiu que devia ter respondido: altura? a altura de pontas? dos meus olhos?
com isto, a criatura dançante viu que há muito tempo que é responsavél pelos seus passos por mais frágeis! mais uns anos, L. serás tu também grande, mas aquele sumo será sempre nosso! és a criatura dançante! obrigada pelo abraço com os teus olhos neste teu dia, parabéns! afilhada és! filha sou! filha és! afilhada sou!
com isto, a criatura dançante viu que há muito tempo que é responsavél pelos seus passos por mais frágeis! mais uns anos, L. serás tu também grande, mas aquele sumo será sempre nosso! és a criatura dançante! obrigada pelo abraço com os teus olhos neste teu dia, parabéns! afilhada és! filha sou! filha és! afilhada sou!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
a teia de metal
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
LEÃO no mar
Se eu criasse um heterónimo, ele seria. O meu heterónimo chamar-se-ia Bailarina, bailaria pelos seus problemas. Isto é, não faria destes uma bola de neve crescente à medida que o tempo fosse passando, mas dançaria frente a frente com eles até -chegarem à coreografia perfeita- até o terem resolvido, aquele passo díficil que é o canto de cada dança.
A Bailarina é inesperada, surge sem explicação, pode ser observada através de um sorriso pois é assim que vê a vida que para ela é - a dança. Ninguém a detem, vai bailando pelo salão, contente por saber que o seu trabalho é apreciado, mas sem se preocupar se quem o aprecia é mestre de dança, ou, puro amante da dança... sem quaisquer pudores. A Bailarina sabe que, de alguma forme da mais bela ou da mais bruta, a sua dança entra pelos olhos de quem é cego ou de quem pensa ver e alguém a chamará para viver. Este meu heterónimo não complica a sua visão da vida pois esta é magia inesperada da dança que constroí. A Bailarina é livre como o vento, deixa-se ir com a corrente sem muito barafustar. No entanto nunca se deixa influenciar, indo com a corrente, mostra a sua dança, a sua maneira de viver e persuade a multidão a ser diferente. A Bailarina aparenta ser frágil, com o seu corpo franzino e olhar meigo dos olhos pretos, mas continuará "a ressoar pelos séculos da ginga". O seu momento preferido é a passagem de ano, aquele milésimo de segundo que já não é o ano presente, mais ainda não o é, pois é aí que recorda tudo o que fez e o que quer fazer. A Bailarina, não exagerando, nem complicando, olha para a coreografia da sua vifa e faz-lhe o balanço, o contratempo, pois há memórias que se esquecem, mas a dança não. A Bailarina não se importa de falhar, o erro permite-lhe recomeçar o jogo e aperfeiçoá-lo sem nunca chegar à perfeição inexistente.
"Bailarina fui mas nunca bailei" como escreveu Sophia. Eu gostarua de ser espontânea como ela, a Bailarina, é na sua maneira de dançar, despreocupada. "os dois vencemos um bicho chamado CANÇÃO. Portanto entre nós (será) a dança."
e assim acaba uma viagem
A Bailarina é inesperada, surge sem explicação, pode ser observada através de um sorriso pois é assim que vê a vida que para ela é - a dança. Ninguém a detem, vai bailando pelo salão, contente por saber que o seu trabalho é apreciado, mas sem se preocupar se quem o aprecia é mestre de dança, ou, puro amante da dança... sem quaisquer pudores. A Bailarina sabe que, de alguma forme da mais bela ou da mais bruta, a sua dança entra pelos olhos de quem é cego ou de quem pensa ver e alguém a chamará para viver. Este meu heterónimo não complica a sua visão da vida pois esta é magia inesperada da dança que constroí. A Bailarina é livre como o vento, deixa-se ir com a corrente sem muito barafustar. No entanto nunca se deixa influenciar, indo com a corrente, mostra a sua dança, a sua maneira de viver e persuade a multidão a ser diferente. A Bailarina aparenta ser frágil, com o seu corpo franzino e olhar meigo dos olhos pretos, mas continuará "a ressoar pelos séculos da ginga". O seu momento preferido é a passagem de ano, aquele milésimo de segundo que já não é o ano presente, mais ainda não o é, pois é aí que recorda tudo o que fez e o que quer fazer. A Bailarina, não exagerando, nem complicando, olha para a coreografia da sua vifa e faz-lhe o balanço, o contratempo, pois há memórias que se esquecem, mas a dança não. A Bailarina não se importa de falhar, o erro permite-lhe recomeçar o jogo e aperfeiçoá-lo sem nunca chegar à perfeição inexistente.
"Bailarina fui mas nunca bailei" como escreveu Sophia. Eu gostarua de ser espontânea como ela, a Bailarina, é na sua maneira de dançar, despreocupada. "os dois vencemos um bicho chamado CANÇÃO. Portanto entre nós (será) a dança."
e assim acaba uma viagem
sábado, 2 de outubro de 2010
mudar de dança
- Está na altura de mudar de dança, disse a bailarina olhando para a meia lua.
Viu os dançar, com os seus fatos brilhantes, os seus (auto-)bronzeados, os seus peitos com os vários pendulos, as suas costas-umas elegantes, outras com pregasinhas- viu todos dançarem, uns sorrindo, outros sofrendo, e mais alguns fazendo caretas de paso doble, caretas de jive, rumba... muitos deles tinham um olhar langue, e outros dançavam exangues. Até que chegou a menina, que esticava o cabelo no meio do corredor. Essa fez lembrar a bailarina. Também esta tinha o olhar mais feliz dançando, tinha os trejeitos, DANÇAva e via-se VIDA. a bailarina, ao perceber que só se sentia bem vendo a menina de preto e branco dançar, apercebeu-se ou voltava atràs, ou continua em frente. ao escolher o caminho mais fácil, ir em frente, apercebeu-se que era o mais díficil, mudar a dança. vai-lhe custar, mas a bailarina disse:
- Gosto de dançar, só isso. e assim fiz
Viu os dançar, com os seus fatos brilhantes, os seus (auto-)bronzeados, os seus peitos com os vários pendulos, as suas costas-umas elegantes, outras com pregasinhas- viu todos dançarem, uns sorrindo, outros sofrendo, e mais alguns fazendo caretas de paso doble, caretas de jive, rumba... muitos deles tinham um olhar langue, e outros dançavam exangues. Até que chegou a menina, que esticava o cabelo no meio do corredor. Essa fez lembrar a bailarina. Também esta tinha o olhar mais feliz dançando, tinha os trejeitos, DANÇAva e via-se VIDA. a bailarina, ao perceber que só se sentia bem vendo a menina de preto e branco dançar, apercebeu-se ou voltava atràs, ou continua em frente. ao escolher o caminho mais fácil, ir em frente, apercebeu-se que era o mais díficil, mudar a dança. vai-lhe custar, mas a bailarina disse:
- Gosto de dançar, só isso. e assim fiz
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Infanta de Cravo
à S.
gostmuity
Les feuilles jaunes survolent
gostmuity
No passeio habitual com a companhia de S., C lembrou o Outouno. Por momentos, tinham se esquecido que o ano é dividido por etapas, estações, por vezes o ano tem ele mesmo outro ano dentro de si, como S. e C têm as suas vidas encaixadas umas nas outras. Mas não foi por isso que aqui vim. C reparou nas folhas amarelas acastanhadas, estaladiças ao pisar. reparou nelas e disse: já?. com o pé de dança, pôs uma ou outra filha de lado (fruto do Platano), e continuou caminho, sem se lembrar que com essas folhas caídas no seu caminho, uma nova etapa da vida chegava. Hoje, C. sentiu, ao sair de casa, a pureza do ar matinal com que encara todas as manhãs. sentiu que estava limpo, suave- fácil de respirar, entrava pelo nariz, criculando no seu corpo até aos pulmões, que por sua vez, expiravam dioxido de carbono; não deixando porém intoxicar aquela pura manhã de outouno. a primeira
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
PLUMAS
Através da terra o amor
torna-nos estranhos à terra
liga-nos a uma divina linhagem
com seu tormento inapagável
suas velocidades enormes
O amor vive na ponta dos cabelos
O amor, ditam os frios de coração, é ruinoso
qualquer momento em chamas
denunciará a imprecisa inquietação que nos toma
Os inocentes que se amam dizem
teu corpo está a nevar
tua alma é uma flor
um prado tranquilo sua noite
Os inocentes que se amam
por seu tormento elevam-se
como plumas
num chapéu de passeio
José Tolentino Mendonça
Através da terra o amor
torna-nos estranhos à terra
liga-nos a uma divina linhagem
com seu tormento inapagável
suas velocidades enormes
O amor vive na ponta dos cabelos
O amor, ditam os frios de coração, é ruinoso
qualquer momento em chamas
denunciará a imprecisa inquietação que nos toma
Os inocentes que se amam dizem
teu corpo está a nevar
tua alma é uma flor
um prado tranquilo sua noite
Os inocentes que se amam
por seu tormento elevam-se
como plumas
num chapéu de passeio
José Tolentino Mendonça
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
na porta da entrada, para o segundo sonho.
ela era sereia, desnuda nadou na placa de mercúrio com -até- o pôr de sol, que se tornou prata ao luar. nesse banho viu a bola cor de laranja, virou-lhe costas e encontrou a lua cheia, meia incolor, tornando-se sol da noite: - boa noite sol. - bom dia lua; disse a sereia.
Que sombra mais a preto e branco em cores, a sombra dela era platina! viamos o nosso império. tudo branco, prata, laranja, azul, mercurio, verde.
mergulho de olhos abertos e viu o ultimo raiar do sol. mergulho de olhos, verdes, abertos e sentiu a lua.
a sereia dançou no mar.
ela era sereia, desnuda nadou na placa de mercúrio com -até- o pôr de sol, que se tornou prata ao luar. nesse banho viu a bola cor de laranja, virou-lhe costas e encontrou a lua cheia, meia incolor, tornando-se sol da noite: - boa noite sol. - bom dia lua; disse a sereia.
Que sombra mais a preto e branco em cores, a sombra dela era platina! viamos o nosso império. tudo branco, prata, laranja, azul, mercurio, verde.
mergulho de olhos abertos e viu o ultimo raiar do sol. mergulho de olhos, verdes, abertos e sentiu a lua.
a sereia dançou no mar.
tocam as badaladas, o barbeiro recolhe o toldo -ainda com uma manivela solta, ferrugenta- e o eléctrico passa. a respiração não é a dela. entra. vem descendo o corredor do electrico, dançando -esquivando-se dos turistas, e dos locais sentados, outros em pé- até à janela traseira, a porta que lhe permitiu olhar Lisboa de frente para trás, ver a cidade afastar-se, como a viu sair no taxi, depois sonhou.
sonhou com uma janela e um lustre iluminado refletidos na porta de entrada.
sonhou com uma janela e um lustre iluminado refletidos na porta de entrada.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
há coisas que não entendo, outras que me fascinam. explicas-me?
golfinhos no mar, pulgas na areia, e eu no meio. vi esse peixes e quis dançar, mas essa bola de peso empedia-me de sorrir, tinha um tornado dentro de mim, la gueule de bois. quando mergulhei, fi-lo com receio de os incomodar, os bichos pretos que por ali passaram.
irrtas-me mas fico feliz.
golfinhos no mar, pulgas na areia, e eu no meio. vi esse peixes e quis dançar, mas essa bola de peso empedia-me de sorrir, tinha um tornado dentro de mim, la gueule de bois. quando mergulhei, fi-lo com receio de os incomodar, os bichos pretos que por ali passaram.
irrtas-me mas fico feliz.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Conheceste-me numa época de altos e baixos, essa que é o verão. Como no mergulho, dentro e fora do mar. sereia que dança com as pernas em terra, sereia que dança com a barbatana no oceano.
Salto do fundo do mar, até à Lua, da noite para o dia, do dia para a noite.
noite que envolve e compromete o dia e a dança.
Salto do fundo do mar, até à Lua, da noite para o dia, do dia para a noite.
terça-feira, 27 de julho de 2010
orage
quebra-coco, é assim que lembro o mar.
querias me dar um beijinho, mas puseste na cabeça que não mo ias dar. rondaste-me, brincaste comigo, e deste-me um beijinho, que mergulho esse.
querias me dar um beijinho, mas puseste na cabeça que não mo ias dar. rondaste-me, brincaste comigo, e deste-me um beijinho, que mergulho esse.
" Onde a terra se acaba e o mar começa "
domingo, 18 de julho de 2010
acordar
levantei a minha cabeça, olhei pela janela e vi. vi a cidade branca. uma luz que não esqueço. aquele enquadramento, aquela cidade matinal cuja luz entrou pela porta de vidro, atravessando a cortina pendurada graças a flexibilidade rupestre do pau. com a porta aberta para a cidade, o capacete lembrava-me onde estava.
mergulhei com essa luz e esse riso, deixei por momentos a vontade de falar.
Acordei a rir.
mergulhei com essa luz e esse riso, deixei por momentos a vontade de falar.
Acordei a rir.
domingo, 11 de julho de 2010
no, smoker female
Mas os poços de fantasia
Acabam sempre por secar
E o contador de histórias, cansado
Tentou escapar como podia;
O resto amanhã - já é amanhã!
Lewis Carroll
In Alice's Adventures in Wonderland
Acabam sempre por secar
E o contador de histórias, cansado
Tentou escapar como podia;
O resto amanhã - já é amanhã!
Lewis Carroll
In Alice's Adventures in Wonderland
sexta-feira, 9 de julho de 2010
DEMARCHE
Experimento, observo, concluo.
Olho, sorriu, abraço.
'un sujet, un verbe, un compliment.'
saudades de escrever
Olho, sorriu, abraço.
'un sujet, un verbe, un compliment.'
saudades de escrever
segunda-feira, 28 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
Liberdade
Não quero viver na escuridão da noite
Quero viver na luz do hoje
E não na esperança do amanhã
Quero que essa chegue agora
Quero que a mais bela manhã
Chegue cheia de liberdade
Chegue e seja a verdade
Escondemos nos no conforto das palavras
quando há pessoas que morrem por causas
E por causa de serem diferentes
São torturadas e mortas por gente
Que afirmam deter a verdade e a santidade
São pessoas que matam pessoas
Homens que matam irmãos
É muito amor em vão
Doenças falsas e acusações indignas
Temos direitos e à liberdade direito
E não calaremos as nossas vozes
Enquanto houver mortes sangue e lágrimas
Quem se esconde no conforto da maioria
É quem vive uma vida de pura cobardia
E como calar é morrer
Eu vou agir para viver
Andar marchar correr voar
Até ao dia em que a igualdade chegar
Gonçalo Mata
Muito obrigada!
Meu anjo és!
Não quero viver na escuridão da noite
Quero viver na luz do hoje
E não na esperança do amanhã
Quero que essa chegue agora
Quero que a mais bela manhã
Chegue cheia de liberdade
Chegue e seja a verdade
Escondemos nos no conforto das palavras
quando há pessoas que morrem por causas
E por causa de serem diferentes
São torturadas e mortas por gente
Que afirmam deter a verdade e a santidade
São pessoas que matam pessoas
Homens que matam irmãos
É muito amor em vão
Doenças falsas e acusações indignas
Temos direitos e à liberdade direito
E não calaremos as nossas vozes
Enquanto houver mortes sangue e lágrimas
Quem se esconde no conforto da maioria
É quem vive uma vida de pura cobardia
E como calar é morrer
Eu vou agir para viver
Andar marchar correr voar
Até ao dia em que a igualdade chegar
Gonçalo Mata
Muito obrigada!
Meu anjo és!
domingo, 6 de junho de 2010
Nove meses
Este ano vivi de perto dois tipos de gestação.
Estava entre o dia a nascer e uma noite de estrelas com uma lua em meia decrescente.
O dia nasceu, o dia é para a vida.
Aquela noite acabou, teve o seu momento. Deu lugar ao dia que há de perdurar. E havemos de cá estar para viver as várias Primaveras, Verões, Outonos e Invernos. o ciclo da tua dança.
A nós!
Estava entre o dia a nascer e uma noite de estrelas com uma lua em meia decrescente.
O dia nasceu, o dia é para a vida.
Aquela noite acabou, teve o seu momento. Deu lugar ao dia que há de perdurar. E havemos de cá estar para viver as várias Primaveras, Verões, Outonos e Invernos. o ciclo da tua dança.
A nós!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Não foi uma derrota!
Foi um obstáculo, que me permite lutar mais.
Estava a ser tudo muito fácil, estava a conseguir todos os meus objectivos.
Só tenho a agradecer aqueles que não se deixaram influenciar, e foram fortes com personalidade. Que souberam pensar com as suas próprias cabeças- foram quase trinta!
Parabéns aos eleitos.
Aos outros, força! Precisamos dela para conseguir!
Foi um obstáculo, que me permite lutar mais.
Estava a ser tudo muito fácil, estava a conseguir todos os meus objectivos.
Só tenho a agradecer aqueles que não se deixaram influenciar, e foram fortes com personalidade. Que souberam pensar com as suas próprias cabeças- foram quase trinta!
Parabéns aos eleitos.
Aos outros, força! Precisamos dela para conseguir!
terça-feira, 25 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Aujourd'hui, hier, avant-hier, avant avant-hier, HIER!
Le passé c'est le futur, le futur c'est le passé. et le présent c'était il y a quelques secondes.
Tu le connais? le présent?
Le seul présent que je connais, c'est la danse que je n'ai jamais vu. je le danse.
En ce moment du passé, elle est serrée. Je ne sais pas comment te le dire, qu'est ce que te dire.
Je suis sans opinion. Mon coeur est vide, il est étouffé. Le pire. pas réussir à exprimer.
Je sais qu'on s'aime.
Et que vous êtes fortes.
Surtout je suis ton amie.
Tu le connais? le présent?
Le seul présent que je connais, c'est la danse que je n'ai jamais vu. je le danse.
En ce moment du passé, elle est serrée. Je ne sais pas comment te le dire, qu'est ce que te dire.
Je suis sans opinion. Mon coeur est vide, il est étouffé. Le pire. pas réussir à exprimer.
Je sais qu'on s'aime.
Et que vous êtes fortes.
Surtout je suis ton amie.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Cristalização/ Mesmerizar
Qui se fige, tout se cristalize; le temps s'écoule avec toi, na tua ausência, no teu silêncio é lento.l'idée qu'on fait de quelqu'un.
l'amitié, forme ouverte, le lecteur a une place, il doit finir le chemin, Elle laisse plusieurs interprétations. les frontières inéxistante, on se demande: -comment dire le monde? -Das-me a escrita.
Il s'enferme dans son château, et, grave des citations, par tout, no seu castelo no ar.
Mouvements vers l'inconnu, aucun sens s'oppose, s'impose. L'amitié/l'écriture se défait des certitudes, relation à la vérité.
Elle ne corrige jamais, il ajoute. notre dialogue grâce aux différentes couches de pensée.
Il ne s'agit pas d'établir la vérité, mais de la chercher. Tout est en mouvement.
D'ici, je dis, la danse.
l'amitié, forme ouverte, le lecteur a une place, il doit finir le chemin, Elle laisse plusieurs interprétations. les frontières inéxistante, on se demande: -comment dire le monde? -Das-me a escrita.
Il s'enferme dans son château, et, grave des citations, par tout, no seu castelo no ar.
Mouvements vers l'inconnu, aucun sens s'oppose, s'impose. L'amitié/l'écriture se défait des certitudes, relation à la vérité.
Elle ne corrige jamais, il ajoute. notre dialogue grâce aux différentes couches de pensée.
Il ne s'agit pas d'établir la vérité, mais de la chercher. Tout est en mouvement.
D'ici, je dis, la danse.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
fiat lux
Que nuvem mais bonita. és extravagante, esquisita, tinhas uma bonita luz em teu redor - que brilhou e brilha nos nossos corações.
Há muito tempo que não danças com ela, tenho saudades.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
De Cravo
O cravo é das flores mais belas. Mil pétalas vermelhas, cada uma diferente, cada uma maravilhosa.
Tanta cor numa só flor.
Para mim o verão começa no dia da Revolução dos Cravos, só este ano percebi.
É a primeira tarde que passamos todos juntos, fim de tarde quente na esplanada com os caracóis, tremoços, imperiais e coca-colas.
O dia da Liberdade ao calor!
Cada ano é diferente, cada ano pensamos:
- Só os que aqui estão acreditam neste dia? Nesta revolução?
- E os que aqui estão acreditam?
- Seremos capazes de nos unir?
Não sei se seremos capazes de fazer igual, mas sei que nos unimos neste dia para recordar e pensar, comparar as situações, e acreditar.
Sei que hei de festejar o 25 de Abril de 1974 SEMPRE! e onde estiver porque afinal:
SOMOS MUITOS MUITOS MIL PARA CONTINUAR ABRIL.
Mil como os cravos!
Tanta cor numa só flor.
Para mim o verão começa no dia da Revolução dos Cravos, só este ano percebi.
É a primeira tarde que passamos todos juntos, fim de tarde quente na esplanada com os caracóis, tremoços, imperiais e coca-colas.
O dia da Liberdade ao calor!
Cada ano é diferente, cada ano pensamos:
- Só os que aqui estão acreditam neste dia? Nesta revolução?
- E os que aqui estão acreditam?
- Seremos capazes de nos unir?
Não sei se seremos capazes de fazer igual, mas sei que nos unimos neste dia para recordar e pensar, comparar as situações, e acreditar.
Sei que hei de festejar o 25 de Abril de 1974 SEMPRE! e onde estiver porque afinal:
SOMOS MUITOS MUITOS MIL PARA CONTINUAR ABRIL.
Mil como os cravos!
sexta-feira, 23 de abril de 2010
O próximo no sonho
Tudo gela, corre corre para escapar.
Quanto mais foge mais rápido vai ao encontro da santidade. E volta a correr.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
"é a altura em que nos sentimos mais altas , aquele momento antes de cairmos po areal, sentimo-nos mm rock stars com sao pedro inteiro a olhar pa nos"
É nesta frase que encontro São Pedro e a vontade de lá voltar.
Tudo o que lá sentimos, é no alto.
Alto das dunas, do vôo na fonte da felicia, das ondas, das colunas.
Este lugar é um sonho em que constantemente estamos no ar a voar, sem nos cansarmos a lutar contra o vento ou aquela neblina matinal que se prelonga até à humidade da noite no pinhal. Sabemos o que esperar do inesperado.
A Bela Adormecida acordou com a dança da voz que vinha daquela árvore, feita de fendas.
Seguindo esse som estonteante, encontrou uma minúscula e diferente fada. A deusa do destino guiou-a até à sua morte, sem nunca chegar.
Contemplou -cada passinho perpetado pela pequena e infindável voz que invadia a mente, a cada luar- através do zelo da imaginação.
terça-feira, 20 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Branco e Preto
O túnel ao fundo da luz.
Ficas feliz por saber que eu sei?
Sabem que sabemos?
Que sensação feliz, nostálgica, antiga, diferente, a mesma de há muito tempo. Aquele quando não sei o que sentir. voltei a ser pequenina.
Observar e olhar, responder pelo olhar, obter respostas incertas ou intuitivas.
domingo, 11 de abril de 2010
SEMEIA PLANTA E CRIA SE QUERES TER ALEGRIA
Sabes quando tens muito para dizer, e não sabes como?
É isso. Palavras dadas. São inesperadas - para a posterioridade.
É isso. Palavras dadas. São inesperadas - para a posterioridade.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Dá sombra, emergiu o grito.
Olhou à volta e gritou silenciosamente. Quem guardava aqueles olhos viu o desespero de alegria, ninguém o amparou, acabou por desaparecer no silêncio e nunca mais o avistaram.
GRITOU tanto no escuro, rouco acabou por ficar.
Quando se encontravam, a luz aparecia.
Hoje, não vive feliz, não é infeliz. Vive aqui, a presença não se sente.
Amanhã, no sonho, sorriu. Virou costas, num passo de dança soltou uma gargalhada e caiu. morreu.
Desde o dia que aí vem, que é lembrado pela sua gargalhada forte, viva e feliz. Nessa unica gargalhada viveu toda a vida que tinha. Despediu-se dos seus sonhos, dos seus manuscritos, dos seus olhos, e solto-se.
desfez-se no ar, como o olhar dos presentes, que jamais o tinham visto.
L'amour cria: je t'aime.
Olhou à volta e gritou silenciosamente. Quem guardava aqueles olhos viu o desespero de alegria, ninguém o amparou, acabou por desaparecer no silêncio e nunca mais o avistaram.
GRITOU tanto no escuro, rouco acabou por ficar.
Quando se encontravam, a luz aparecia.
Hoje, não vive feliz, não é infeliz. Vive aqui, a presença não se sente.
Amanhã, no sonho, sorriu. Virou costas, num passo de dança soltou uma gargalhada e caiu. morreu.
Desde o dia que aí vem, que é lembrado pela sua gargalhada forte, viva e feliz. Nessa unica gargalhada viveu toda a vida que tinha. Despediu-se dos seus sonhos, dos seus manuscritos, dos seus olhos, e solto-se.
desfez-se no ar, como o olhar dos presentes, que jamais o tinham visto.
L'amour cria: je t'aime.
segunda-feira, 15 de março de 2010
"Subitamente - que visão de artista!"
Rolão com dignidaaaaaaaaade.
Com a ponta do pé rodou e desenhou um círculo. Retrato da vida.
Aquela casa é uma roda de bicicleta, com tudo a que tem direito. O tempo passa, e a casa vai se gastando, sempre com pilares fortes ela não se destrutura. o facto de se encher o pneu de ar, de vez em quando, dá lhe alegria e um toque de novo. ronova-se um vizinho. Um prédio, supõe-se, dos anos 20. é antigo. sempre em obras, mas as melhores já ali feitas são as recordações e as histórias de quem por lá passou e quem lá passará.
Voltando ao pneu e aos raios que o suportam. Cada uma das hastes que liga o corpo, o nucleo, da roda ao seu aro periférico são aqueles a quem pertencem as recordações. Essas hastes cruzam-se, essas recordações são encadeadas por acções que levam àquela casa.
Saí de lá, para alguém construir a sua história com a casa como centro. Será sempre o centro.
Já passou por lá, hoje passo eu. Amanhã quiça.
sábado, 13 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Sinto-me mais quentinha, mas tão tonta como a terra. Terra esta que rodou sobre si mesma, rodou e rodou. para despistar aquelas nuvens carregadas de chuva. Estas nuvens que se despistem e voltem para o ano.
Hoje vi outra vez Lisboa, as saudades que tínhamos da sua Luz. Estava tudo na rua, como se para festejarmos juntos a chegada do Sol, mesmo que seja por um dia. juntámo-nos.
Juntámo-nos na alegria graças ao sol.
Hoje estive contigo, convosco.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Bifurco
Estarei tonta pelo centro da Terra ter desviado 8 cm? ou porque estou a chegar ao Deuses gregos? Não.
Se for medium, e sentir essa mudança de epicentro, sentirei mais que todos os dias diminuirem significamente. Preciso do dia. do Sol; preciso também da Lua, o Sol da minha noite.
Esta tontura, não me faz bem. Estou apática. O meu corpo está cá, o meu espírito também, mas não sou eu. Não estão juntos, falta-lhes a dança que os une; a sanidade. Não penso, ou penso sem nexo. Sinto uma bifurcação.
Desculpa.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Quaresma
À minha Fadista,
Nesta época quero dizer adeus à tristeza!
Procura aquela que vive solta, independente como uma flor, ah bruta. A filha do Deuses. A L E G R I A!
Quero-te bem, preservo-te, guardo-te. Naquela que é a acústica das nossas vidas, encontrei-te.
Não é contínua. Mas estamos sempre juntas, lado ao lado. Olhamos uma pela outra.
Vamos celebrar a dança e a lua cheia que se aproxima. E em Junho, mais uma filha dos Deuses, a maior delas todas, TU.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
O meu livro das igrejas abandonadas
Não sou crente. Alias sou, creio na alegria, e nas nossas energias.
Entrei naquela igreja pela 1ª vez, na ideia de entrar num lugar de culto. Tinha dez ou nove anos. Não queria entrar, liguei o local à instituição que é a igreja.
Entrei, maravilhada fiquei. Nunca mais lá voltei, mas nunca me esqueci dela.
Igreja simples com uma verdadeira história. Ontem estive lá, vive lá durante umas horas.
Das duas vezes que lá fui, não me senti esquisita como quando entro noutras igrejas.
Não senti medo. Apesar da luz incidente, reflectida pela Tua voz. Das paredes queimadas pelo raio do teu olhar. Paredes essas repletas de segredos.
Aquela Igreja, não é Dele, é nossa.
Entrei naquela igreja pela 1ª vez, na ideia de entrar num lugar de culto. Tinha dez ou nove anos. Não queria entrar, liguei o local à instituição que é a igreja.
Entrei, maravilhada fiquei. Nunca mais lá voltei, mas nunca me esqueci dela.
Igreja simples com uma verdadeira história. Ontem estive lá, vive lá durante umas horas.
Das duas vezes que lá fui, não me senti esquisita como quando entro noutras igrejas.
Não senti medo. Apesar da luz incidente, reflectida pela Tua voz. Das paredes queimadas pelo raio do teu olhar. Paredes essas repletas de segredos.
Aquela Igreja, não é Dele, é nossa.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Fui ao Jardim Zoológico.
Os animais são lindos, cada vez gosto mais deles, mas estando ao longe. Porque quando nos olham nos olhos, parecem estar tão perto de nós e a querem dizer-nos que estamos a invadir o seu espaço.
Estão lá fechados, enjaulados. Não quero estar fechada! Nem expulsar ninguém com o olhar ou atirando-me para cima dessa pessoa, como aquele gorila. Gorila bonito esse. Quando conseguiu expulsar-nos dali, voltou para o seu canto. Vou afastar-me. Infelizmente, não sabia ele que viria outra família observá-lo, invadir o seu espaço. Pensava que já se tinha livrado de uns, mas enganou-se, enganei-me.
Somos tão parecidos!
Sou gorila e sou humana. Não gosto que me observem, que invadam o meu espaço, mas faço-o.
Ljubim te.
Os animais são lindos, cada vez gosto mais deles, mas estando ao longe. Porque quando nos olham nos olhos, parecem estar tão perto de nós e a querem dizer-nos que estamos a invadir o seu espaço.
Estão lá fechados, enjaulados. Não quero estar fechada! Nem expulsar ninguém com o olhar ou atirando-me para cima dessa pessoa, como aquele gorila. Gorila bonito esse. Quando conseguiu expulsar-nos dali, voltou para o seu canto. Vou afastar-me. Infelizmente, não sabia ele que viria outra família observá-lo, invadir o seu espaço. Pensava que já se tinha livrado de uns, mas enganou-se, enganei-me.
Somos tão parecidos!
Sou gorila e sou humana. Não gosto que me observem, que invadam o meu espaço, mas faço-o.
Ljubim te.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Livros
J'ai peur
L'ami retrouvé
O sonhador
A flor
entre les murs
la sortie au théâtre
O velho e o mar
Se perguntarem por mim digam que voei
O Beija-flôr
O livro das igrejas abandonadas
La reine des fourmis a disaparu
Depois de abrir os caixotes das minhas lembranças, expus algumas e questionei-as.
Algumas respondem-me.
L'ami retrouvé
O sonhador
A flor
entre les murs
la sortie au théâtre
O velho e o mar
Se perguntarem por mim digam que voei
O Beija-flôr
O livro das igrejas abandonadas
La reine des fourmis a disaparu
Depois de abrir os caixotes das minhas lembranças, expus algumas e questionei-as.
Algumas respondem-me.
Gente sábia.
Que bom que é ir até ao cantinho.
Vou seguir seu conselho e não mentir a mim própria. Acresento, tentarei não misturar coisas, que isso me faz mentir.
Que bom que é ir até ao cantinho.
Vou seguir seu conselho e não mentir a mim própria. Acresento, tentarei não misturar coisas, que isso me faz mentir.
Cântico negro
José Régio
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!~
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
José Régio
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!~
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Ai Cidade, Cidade.
Durante três meses e meio, fiz, fizemos parte de uma família.
Triste e contente, por poder lembrar essa vida que tive, e continuar a sonhar com ela.
Gosto e lembro-me de todos os detalhes das coisas que me são importantes. Ontem, esqueci. Não me lembro de nada, para além do que senti. Não me lembro do que disse, do que me foi dito, tenho pena.
Lembro: Gostei!
Foi uma maravilhosa Cidade que construímos.
Ao contrário daquilo que disse há um mês, sinto me cheia. Cheia de falta, cheia de presença, cheia de emoções, de alegrias e tristezas. Sensivel.
Obrigada a todos
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Frases Soltas
No meio do cansaço e da alegria, lembro.
WINNIE: Chante, chante Willie. Non?.... Alors prie, prie ta prière.
WINNIE: Tu as du mourir comme les autres. Tu as du partir comme les autres.
WINNIE: Je priais autre fois. Je dis, je priais autre fois!
WINNIE: Mes bras, mes seins. Quels bras? Quels seins? Willie. Quelle Willie? Mon Willie.
WINNIE: Je revois des yeux qui se ferment tranquile pour revoir tranquile.
WINNIE: Et maintenant... le visage, le nez... je vois! (...) le sac, la terre et le ciel. l'ombrelle que tu me donna ce jour, là, ce jour là.
WINNIE: Chante, chante Willie. Non?.... Alors prie, prie ta prière.
WINNIE: Tu as du mourir comme les autres. Tu as du partir comme les autres.
WINNIE: Je priais autre fois. Je dis, je priais autre fois!
WINNIE: Mes bras, mes seins. Quels bras? Quels seins? Willie. Quelle Willie? Mon Willie.
WINNIE: Je revois des yeux qui se ferment tranquile pour revoir tranquile.
WINNIE: Et maintenant... le visage, le nez... je vois! (...) le sac, la terre et le ciel. l'ombrelle que tu me donna ce jour, là, ce jour là.
in Oh les beaux jours
de Samuel Beckett
la perfection est l'infini, on tend toujours vers elle, on l'atteint jamais.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Há coisas com que não sabemos lidar, o sonho, a morte. Vida.
Um dia gostava ouvir: - Não tenho medo de sonhar. o Sonho é a vida da morte. Não sabemos o que é, tal como a morte. À excepção que nos lembramos. Da morte, só lembra quem sente a morte do outro, quem perdeu o outro. Ele está cá. Entre mim e ti. Presente, onde e quando o quisermos ter. A morte tal como o sonho não existe. Existe a dança.
Temos olhos, olhares. Temos força!
Um dia gostava ouvir: - Não tenho medo de sonhar. o Sonho é a vida da morte. Não sabemos o que é, tal como a morte. À excepção que nos lembramos. Da morte, só lembra quem sente a morte do outro, quem perdeu o outro. Ele está cá. Entre mim e ti. Presente, onde e quando o quisermos ter. A morte tal como o sonho não existe. Existe a dança.
Temos olhos, olhares. Temos força!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
L'arbre de Diane
On a fabriqué de l'argent de cette arbre de Diane, la déesse de la chasse.Du cuivre on arrive à une magnifique fleur d'argent.
Cet arbre est un arbre metallique d'argent comme un arbre philosophique. Plein d'histoires, de joies, de tristesses... L'amitié!
Qu'est ce que plus beau que l'amitié? Rien. Elle grandi toujours et toujours, pour l'éternité. L'amitié est fragile comme cet arbre, qui si on lui touche se defait, mais si on veut qu'il grandisse et préserver son résultat, il recommence à grandir. On garde sa fleur pour toujours, la mémoire de cette amitié. Quand le nitrate d'argent fini, l'arbre de Diane ne grandira plus, il faut l'alimenter, comme il faut travailler l'amitié.
Amitié, t'es la plus belle chose que j'ai déjà vu!
Merci.
Des amies qu'on oubliera jamais!
Une ou plusieurs histoires.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Pour certains hommes
les sentiments sont un tabou
pour moi c'est le contraire.

Quem escreveu isto era muito sabio. Sabia tanto. Desaprendi.
Pergunto-me porque é que escrevi tal coisa e agora controlo demasiado as minhas emoções e sentimentos, até explodir com uma gota de água.
Quero voltar a ser expontânea como aquela que dança.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Ampholite
nem basica nem ácida
nem carne nem peixe
nem doce nem salgada
nem clássica nem latina
nem branco nem preto
nem escuridão nem luminosidade
nem tristeza nem alegria
nem dia nem noite
NEUTRO
O sonho é o mais misterioso ser, é aquele que mais está presente, mas que menos é palpável. O mais vivo, e o mais morto. O realista e o irrealista. Não sabemos de onde veio, de onde vem para onde vai.
Será o sonho, a vida para além daqui?
Daqui, onde?
Prefiro manter-me na neutralidade, para não entrar em conflitos comigo mesma. Se me entregar a um lado, os sonhos serão os opostos a esse lado, serão controlados pelo meu subconsciente. Prefiro sonhar sem pensar, do que pensar sem sonhar.
Acordar numa manhã tardía, com um raio de luz quente no nosso rosto, sair da proteção dos lençoís e sentir o cheiro da lareira, depois de dançar no sono, sonhar, e lembrar todo o detalhe de cada passo que demos no sonho, faz com o dia esteja sonhado, alegre.
SONHO NA NATURALIDADE
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
Explosão
Não sei que onomatopeia utilizar.
O que para aqui vai de memórias, que batem e embatem no meu cránio. No meu coração.
Não senti até hoje os aplausos.
Minto. Quando vejo uma peça e gosto dessa peça, o que mais quero e o que melhor sei fazer para demonstrar a gratidão e o prazer que sinto por ali estar são os aplausos. Dou tudo e mais um pouco de mim nesses aplausos, onde os actores sentem e agradecem por terem feito.
Sinto que os meus aplausos são os mais fortes, porque quero transmitir o meu orgulho por aquele trabalho. Saio da plateia com os braços a doerem-me.
Agora que não sou eu a bater palmas, gostava que houvesse uma eu no publico a assistir e aplaudir.
Hoje pela 1ª vez senti o que costumava ver na cara dos actores quando ouviam os nossos aplausos. Senti orgulho no nosso trabalho, senti companheirismo, união entre nós.
Sinto-me cheia.
Mesmo assim prefiro ser eu a bater palmas e a mostrar o quanto gostei, ou não daquele espectáculo. Ali, exposta, não posso, não consigo mostrar o quão bom e preciso é ter alguém, uma pessoa, uma palma, mas que se sinta que é verdadeira sentida.
Apesar de já termos ouvido muitos "bravos", as palmas, para mim, continuam a ser o melhor "prémio".
Um Aplauso àqueles que batem palmas com orgulho, àqueles que quando sentem que a peça está a acabar, têm milhares de impressões na barriga e tremem por todos os lados.
Um Aplauso ao Aplauso.
Vou dançar.
O que para aqui vai de memórias, que batem e embatem no meu cránio. No meu coração.
Não senti até hoje os aplausos.
Minto. Quando vejo uma peça e gosto dessa peça, o que mais quero e o que melhor sei fazer para demonstrar a gratidão e o prazer que sinto por ali estar são os aplausos. Dou tudo e mais um pouco de mim nesses aplausos, onde os actores sentem e agradecem por terem feito.
Sinto que os meus aplausos são os mais fortes, porque quero transmitir o meu orgulho por aquele trabalho. Saio da plateia com os braços a doerem-me.
Agora que não sou eu a bater palmas, gostava que houvesse uma eu no publico a assistir e aplaudir.
Hoje pela 1ª vez senti o que costumava ver na cara dos actores quando ouviam os nossos aplausos. Senti orgulho no nosso trabalho, senti companheirismo, união entre nós.
Sinto-me cheia.
Mesmo assim prefiro ser eu a bater palmas e a mostrar o quanto gostei, ou não daquele espectáculo. Ali, exposta, não posso, não consigo mostrar o quão bom e preciso é ter alguém, uma pessoa, uma palma, mas que se sinta que é verdadeira sentida.
Apesar de já termos ouvido muitos "bravos", as palmas, para mim, continuam a ser o melhor "prémio".
Um Aplauso àqueles que batem palmas com orgulho, àqueles que quando sentem que a peça está a acabar, têm milhares de impressões na barriga e tremem por todos os lados.
Um Aplauso ao Aplauso.
Vou dançar.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Picasso disse: «-Toda a criança é artista, o problema é como premanecer depois de crescer (...) Demorei a vida inteira para conseguir desenhar como uma criança.»
Criança; nome femenino:
*ser humano de pouca idade; pessoa muito jovem; menino ou menina
* rebento, filho, cria
* figurado pessoa com comportamento que revela imaturidade; pessoa que se comporta de modo ingénuo ou infantil
do latim creantia, creare " criar, fazer crescer"
Ora se ser criança é ser-se jovem, espero ser criança para sempre. Se ser criança é sinónimo de imaturidade, por mais que queira, não o sou. Criança que faz crescer e cresce sou!
Há momentos que me sinto artista, uma verdadeira artista. Aquela que se interessa por tudo que é Arte, e tudo lhe parece Arte. Que tudo o que vê, ouve, sente, cheira, toca é arte.
Sei, sabia agarrar tudo e ver nesse todo tudo.
Hoje revi o meu ano passado, que foi arte. Ora as ciências, ora as ciências económicas chamavam por mim. Hoje nada me chama.
Talvez O teatro, mas não o oiço ou não o quero ouvir?
E aquela dança? Essa por quem tanto anseio e desejo, já nem essa me percorre as veias azuis e verdes que vemos no meu corpo quando dança, esconde-se na minha cabeça, no meu orgão vital.
Quando danço represento, vivo, encaro mil e umas personagens. A musica entra cá dentro, acorda a Dança e possui-me.
Saudades dessa esperança, de um dia só a usar para viver.
Criança; nome femenino:
*ser humano de pouca idade; pessoa muito jovem; menino ou menina
* rebento, filho, cria
* figurado pessoa com comportamento que revela imaturidade; pessoa que se comporta de modo ingénuo ou infantil
do latim creantia, creare " criar, fazer crescer"
Ora se ser criança é ser-se jovem, espero ser criança para sempre. Se ser criança é sinónimo de imaturidade, por mais que queira, não o sou. Criança que faz crescer e cresce sou!
Há momentos que me sinto artista, uma verdadeira artista. Aquela que se interessa por tudo que é Arte, e tudo lhe parece Arte. Que tudo o que vê, ouve, sente, cheira, toca é arte.
Sei, sabia agarrar tudo e ver nesse todo tudo.
Hoje revi o meu ano passado, que foi arte. Ora as ciências, ora as ciências económicas chamavam por mim. Hoje nada me chama.
Talvez O teatro, mas não o oiço ou não o quero ouvir?
E aquela dança? Essa por quem tanto anseio e desejo, já nem essa me percorre as veias azuis e verdes que vemos no meu corpo quando dança, esconde-se na minha cabeça, no meu orgão vital.
Quando danço represento, vivo, encaro mil e umas personagens. A musica entra cá dentro, acorda a Dança e possui-me.
Saudades dessa esperança, de um dia só a usar para viver.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Vazio
.
Ficaria mais la?
Começou ha dois meses e meio, uma construção. Ontem, acabou essa construção; começou outro tipo. Daqui a menos de um mês, acabou-se. Fica ca dentro. A preencher o vazio?
Se sinto vazio agora, como sera depois? Quando ja so houver a lembrança de uma Cidade perdida.
Essa beleza, essa inocência, essa pureza de que tanto vocês falam, irei entendê-la? Vira de volta como um boomerang?
Gostava de ser essa Folgança, ser inocente, pura, bela e não perceber o que percebo e o que não percebo, não querer sentir coisas que não sinto, coisas que sinto mas não sei exprimir.
Resolvo sorrir como ela, por dentro e por fora e tentar iluminar a Carolina.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Pourquoi et comment l'Art du théâtre se prête à la mise en scène de la séduction?
À Maria
MARIA: Não é isso, não é isso; é que vos tenho lido nos olhos... Oh! que eu leio nos olhos, leio, leio!... e nas estrelas do céu também-e sei coisas...
in Frei Luís de Sousa de Almeida Garret, Acto I, cena IV
INÊS: J'ai ton goût, puisque tu me plais. Regarde-moi bien. Souris-moi. Je ne suis pas laide non plus. Est-ce que je ne vaux pas mieux qu'un mirroir?
ESTELLE: Je ne sais pas. Vous m'intimidiez. Mon image dans les glaces était apprivoisée. Je la connaissais si bien... Je vais sourire: mon sourire ira au fond de vos prunelles et Dieu sait ce qu'il va devenir.
in Huis Clos de Jean-Paul Sartre, scène 5
Mil e uma gotas no vidro da minha janela, vejo o meu reflexo. Reflexo reflectido pelas gotas, raio incidente do meu olhar. Expressão triste, olhar inquieto, sinto-me feliz!
VIVO.
sábado, 9 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
Flor Agreste
Sob a luz das diferentes luas, sob cada olhar mudamos mantendo sempre a nossa consciencia -a nossa dança.
Dependendo de quem olha, de como o faz, o nosso olhar muda. Dificil é mantermos o mesmo olhar sem pestanejar e percebê-lo. À medida que o tempo passa, vamos compreendendo esse olhar. Lendo uma história no sorriso, nas linhas que rodeam os olhos, e na forma como estes vêm o mundo.
Por vezes o olhar trasmite raiva, amor, alegria, tristeza, felicidade, desprezo, enquanto as palavras tentam disfarçá-lo. Os olhos são o mensageiro verdadeiro dos nossos sentimentos.
Olhar no olhos é o mais fiável recurso à verdade.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Sexta-feira 1 de Janeiro de 2010
As Acácias mimosas, raízes interlaçadas do nosso jardim. Representam a nossa amizade, uma praga sim, mas uma praga bonita com as suas bolinhas amarelas e as folhas lameadas. Lameadas são as zangas, são os risos, que se juntam e formam uma bela praga de amizade.
Aquele fogo aqueceu a nossa noite, os nossos corações, a nossa ALEGRIA.
Acácia mimosa. Fogo. Alastrar-se. Raízes interlaçadas, amizade. Rezar. Batismo, mar. Pedra.
Toute la vie est une histoire,
l'histoire que t'en fais.
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