segunda-feira, 30 de agosto de 2010

tocam as badaladas, o barbeiro recolhe o toldo -ainda com uma manivela solta, ferrugenta- e o eléctrico passa. a respiração não é a dela. entra. vem descendo o corredor do electrico, dançando -esquivando-se dos turistas, e dos locais sentados, outros em pé- até à janela traseira, a porta que lhe permitiu olhar Lisboa de frente para trás, ver a cidade afastar-se, como a viu sair no taxi, depois sonhou.
sonhou com uma janela e um lustre iluminado refletidos na porta de entrada.

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