domingo, 31 de janeiro de 2010

Pour certains hommes
les sentiments sont un tabou
pour moi c'est le contraire.Alinhar à direita
Quem escreveu isto era muito sabio. Sabia tanto. Desaprendi.
Pergunto-me porque é que escrevi tal coisa e agora controlo demasiado as minhas emoções e sentimentos, até explodir com uma gota de água.
Quero voltar a ser expontânea como aquela que dança.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ampholite



nem basica nem ácida


nem carne nem peixe


nem doce nem salgada


nem clássica nem latina


nem branco nem preto


nem escuridão nem luminosidade


nem tristeza nem alegria


nem dia nem noite




NEUTRO




O sonho é o mais misterioso ser, é aquele que mais está presente, mas que menos é palpável. O mais vivo, e o mais morto. O realista e o irrealista. Não sabemos de onde veio, de onde vem para onde vai.
Será o sonho, a vida para além daqui?
Daqui, onde?
Prefiro manter-me na neutralidade, para não entrar em conflitos comigo mesma. Se me entregar a um lado, os sonhos serão os opostos a esse lado, serão controlados pelo meu subconsciente. Prefiro sonhar sem pensar, do que pensar sem sonhar.
Acordar numa manhã tardía, com um raio de luz quente no nosso rosto, sair da proteção dos lençoís e sentir o cheiro da lareira, depois de dançar no sono, sonhar, e lembrar todo o detalhe de cada passo que demos no sonho, faz com o dia esteja sonhado, alegre.

SONHO NA NATURALIDADE





segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

À minha mãe e à Pat
- e se estendam neste jardim

- que estes olhares o ocupem
- como a luz que incide naquele banco da namoradeira,
banco cheio de vida, outro espera

- este chão frio que nos aquece

- de poder abrir para

- Saudades

A Harpa encadeia. Cada toque, cada impressão ressentido por uma corda ressoa para a corda do lado, como as ondas daquele dança imaginária. Como aquela alegria alegórica. Como aquele primeiro olhar que nunca havemos de esquecer.
Gosto da harpa.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Explosão

Não sei que onomatopeia utilizar.
O que para aqui vai de memórias, que batem e embatem no meu cránio. No meu coração.

Não senti até hoje os aplausos.
Minto. Quando vejo uma peça e gosto dessa peça, o que mais quero e o que melhor sei fazer para demonstrar a gratidão e o prazer que sinto por ali estar são os aplausos. Dou tudo e mais um pouco de mim nesses aplausos, onde os actores sentem e agradecem por terem feito.
Sinto que os meus aplausos são os mais fortes, porque quero transmitir o meu orgulho por aquele trabalho. Saio da plateia com os braços a doerem-me.
Agora que não sou eu a bater palmas, gostava que houvesse uma eu no publico a assistir e aplaudir.
Hoje pela 1ª vez senti o que costumava ver na cara dos actores quando ouviam os nossos aplausos. Senti orgulho no nosso trabalho, senti companheirismo, união entre nós.

Sinto-me cheia.
Mesmo assim prefiro ser eu a bater palmas e a mostrar o quanto gostei, ou não daquele espectáculo. Ali, exposta, não posso, não consigo mostrar o quão bom e preciso é ter alguém, uma pessoa, uma palma, mas que se sinta que é verdadeira sentida.
Apesar de já termos ouvido muitos "bravos", as palmas, para mim, continuam a ser o melhor "prémio".

Um Aplauso àqueles que batem palmas com orgulho, àqueles que quando sentem que a peça está a acabar, têm milhares de impressões na barriga e tremem por todos os lados.
Um Aplauso ao Aplauso.

Vou dançar.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Na Cozinha!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Picasso disse: «-Toda a criança é artista, o problema é como premanecer depois de crescer (...) Demorei a vida inteira para conseguir desenhar como uma criança.»

Criança; nome femenino:
*ser humano de pouca idade; pessoa muito jovem; menino ou menina
* rebento, filho, cria
* figurado pessoa com comportamento que revela imaturidade; pessoa que se comporta de modo ingénuo ou infantil
do latim creantia, creare " criar, fazer crescer"

Ora se ser criança é ser-se jovem, espero ser criança para sempre. Se ser criança é sinónimo de imaturidade, por mais que queira, não o sou. Criança que faz crescer e cresce sou!
Há momentos que me sinto artista, uma verdadeira artista. Aquela que se interessa por tudo que é Arte, e tudo lhe parece Arte. Que tudo o que vê, ouve, sente, cheira, toca é arte.
Sei, sabia agarrar tudo e ver nesse todo tudo.
Hoje revi o meu ano passado, que foi arte. Ora as ciências, ora as ciências económicas chamavam por mim. Hoje nada me chama.
Talvez O teatro, mas não o oiço ou não o quero ouvir?
E aquela dança? Essa por quem tanto anseio e desejo, já nem essa me percorre as veias azuis e verdes que vemos no meu corpo quando dança, esconde-se na minha cabeça, no meu orgão vital.
Quando danço represento, vivo, encaro mil e umas personagens. A musica entra cá dentro, acorda a Dança e possui-me.
Saudades dessa esperança, de um dia só a usar para viver.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Vazio

.
Ficaria mais la?
Começou ha dois meses e meio, uma construção. Ontem, acabou essa construção; começou outro tipo. Daqui a menos de um mês, acabou-se. Fica ca dentro. A preencher o vazio?
Se sinto vazio agora, como sera depois? Quando ja so houver a lembrança de uma Cidade perdida.
Essa beleza, essa inocência, essa pureza de que tanto vocês falam, irei entendê-la? Vira de volta como um boomerang?
Gostava de ser essa Folgança, ser inocente, pura, bela e não perceber o que percebo e o que não percebo, não querer sentir coisas que não sinto, coisas que sinto mas não sei exprimir.
Resolvo sorrir como ela, por dentro e por fora e tentar iluminar a Carolina.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Pourquoi et comment l'Art du théâtre se prête à la mise en scène de la séduction?

À Maria

MARIA: Não é isso, não é isso; é que vos tenho lido nos olhos... Oh! que eu leio nos olhos, leio, leio!... e nas estrelas do céu também-e sei coisas...

in Frei Luís de Sousa de Almeida Garret, Acto I, cena IV

INÊS: J'ai ton goût, puisque tu me plais. Regarde-moi bien. Souris-moi. Je ne suis pas laide non plus. Est-ce que je ne vaux pas mieux qu'un mirroir?
ESTELLE: Je ne sais pas. Vous m'intimidiez. Mon image dans les glaces était apprivoisée. Je la connaissais si bien... Je vais sourire: mon sourire ira au fond de vos prunelles et Dieu sait ce qu'il va devenir.

in Huis Clos de Jean-Paul Sartre, scène 5

Mil e uma gotas no vidro da minha janela, vejo o meu reflexo. Reflexo reflectido pelas gotas, raio incidente do meu olhar. Expressão triste, olhar inquieto, sinto-me feliz!

VIVO.

sábado, 9 de janeiro de 2010

saudades de quando tudo era mais fácil!
bom é ser dificil e ultrapassar.
optimo é olhar a dificuladade com desprezo e arranjar forma de acabarmos com ela.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Flor Agreste

Sob a luz das diferentes luas, sob cada olhar mudamos mantendo sempre a nossa consciencia -a nossa dança.
Dependendo de quem olha, de como o faz, o nosso olhar muda. Dificil é mantermos o mesmo olhar sem pestanejar e percebê-lo. À medida que o tempo passa, vamos compreendendo esse olhar. Lendo uma história no sorriso, nas linhas que rodeam os olhos, e na forma como estes vêm o mundo.
Por vezes o olhar trasmite raiva, amor, alegria, tristeza, felicidade, desprezo, enquanto as palavras tentam disfarçá-lo. Os olhos são o mensageiro verdadeiro dos nossos sentimentos.
Olhar no olhos é o mais fiável recurso à verdade.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Sexta-feira 1 de Janeiro de 2010

As Acácias mimosas, raízes interlaçadas do nosso jardim. Representam a nossa amizade, uma praga sim, mas uma praga bonita com as suas bolinhas amarelas e as folhas lameadas. Lameadas são as zangas, são os risos, que se juntam e formam uma bela praga de amizade.
Aquele fogo aqueceu a nossa noite, os nossos corações, a nossa ALEGRIA.

Acácia mimosa. Fogo. Alastrar-se. Raízes interlaçadas, amizade. Rezar. Batismo, mar. Pedra.

Toute la vie est une histoire,
l'histoire que t'en fais.