quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
como uma avalanche de ideias
não é novo nem para ti, nem para mim, no entanto é sempre outra experiencia.
como ver nevar me faz sentir, de como acordar de manhã e ter o caminho todo coberto por uma fina e delicada camada de neve é bom. uma camada tão delicada a olho nu, mas que depois é tão matreira que se não tiveres atenção te faz escorregar. a neve é linda, mas ter sempre muito cuidado, não se deixar apaixonar, e enganar por ela.Não se deixar enganar pelo que é escrito. às vezes é só por dizer, às vezes é porque inspirou, às vezes é só uma atenção ao detalhe, às vezes é politica, às vezes é para inspirar, às vezes é para expulsar, declarar, desabafar. às vezes para te sentir mais perto, comigo ao leres-me. de momento estou rodeada de neve, a neve é branca, mas não tão verdadeira quanto isso.
quando está sol , está a chover e a nevar também noutro canto do mundo
sexta-feira, 11 de maio de 2012
para nós
Com a noite vem o silêncio do sonho. Silêncio colorido, por vezes a preto e branco.
Têm sido tempos de sonhos muito agitados, de sonhos de uma luta difícil. difícil mas necessária. e nestes sonhos tão reais, vemos o silêncio da vida apoderar-se das nossas forças.
não desapareças - a morte não existe enquanto fores eterno.
eternos somos quando deixamos algo para os vindores.
que esta vaga de silêncio não se apodere das nossas vozes, que não nos roube mais.
Têm sido tempos de sonhos muito agitados, de sonhos de uma luta difícil. difícil mas necessária. e nestes sonhos tão reais, vemos o silêncio da vida apoderar-se das nossas forças.
não desapareças - a morte não existe enquanto fores eterno.
eternos somos quando deixamos algo para os vindores.
que esta vaga de silêncio não se apodere das nossas vozes, que não nos roube mais.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
E S P O N T A N E I D A D E
os planos nunca dão
embora o plano seja ser livre.
não lhe estavas a fazer bem, ele fugiu.
fugiu para não deixar de te amar. para não te odiar.
am(u)ou e correu - para - longe de ti.
de ti que ele tanto ama, e tanto lhe fazes sentir oprimido, apertado no seu maillot de bailarino.
mas eu sei que ele te ama, e fugiu para te proteger do que poderia sentir de ti estando perto.
fingiu mas consciente
embora o plano seja ser livre.
não lhe estavas a fazer bem, ele fugiu.
fugiu para não deixar de te amar. para não te odiar.
am(u)ou e correu - para - longe de ti.
de ti que ele tanto ama, e tanto lhe fazes sentir oprimido, apertado no seu maillot de bailarino.
mas eu sei que ele te ama, e fugiu para te proteger do que poderia sentir de ti estando perto.
fingiu mas consciente
Lisboa-Bruxelas-Paris
maio
domingo, 22 de abril de 2012
A Elas,
Não me desapareçam assim. Sonhem.
Essas folhas, que colhem, iludem-vos, mas não vos fazem dançar para a vida. Esmagam o vosso sorriso e a vossa eternidade.
Criei um sonho à volta de quem gosto e uma longevidade, que a cada dia que estamos lado à lado, as vejo desvanecer na bruma do meu olhar.
Não choro, não rio, sou hipócrita. Sofro.
Não me desapareçam assim. Dancem.
Vos quero um dia. Alegre danceremos.
Prefiro ter saudades e ver vos no meu sonho, do que partir a minha dança ao perder me na vossa estupidez. Que talvez será minha.
Sou vossa, e vocês minhas.
Não me desapareçam assim.
Sou feliz na expectativa, intristesse-me a chegada. A partida faz me sofrer.
Dormirei ao infinito com o frágil sonho que voa com o vento.
Não desapareçam.
quinta-feira, 1 de março de 2012
ardem céus de leopardos
estou em fogo! arder!
a chuva que cai na casa do rio, veio para acalmar a seca.
aqui entrei numa bolha intrauterina! como quando saímos do duche quente, e não vês nada.
lá fora é assim.
cá dentro é fogo que arde sem se ver! sinto-me em ebulição! mas a temperatura não passa dos 35ºC! o vapor maligno não chega a sair! fica pelas camadas inferiores dos poros!
sai lobo mau, sai!
a chuva que cai na casa do rio, veio para acalmar a seca.
aqui entrei numa bolha intrauterina! como quando saímos do duche quente, e não vês nada.
lá fora é assim.
cá dentro é fogo que arde sem se ver! sinto-me em ebulição! mas a temperatura não passa dos 35ºC! o vapor maligno não chega a sair! fica pelas camadas inferiores dos poros!
sai lobo mau, sai!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Com as memórias, tudo está vivo! Connosco. Por isso nunca me sinto sozinha.
So my last image was as the first. A sleeping youth cloaked in light, who opened his eyes with a smile of recognition for someone who had never been a stranger. P.S.
Uma vez começando, a memória vem como a água que ferve.
A memória trabalha-se. Em estado impraticável é fria, ao lume maneja-se, a 100ºC de ebulição vêm ao de cima, as memórias, para as apanharmos temos que as respirar, antes que se evaporem.
Às vezes basta um cheiro, uma palavra, uma sensação, para que a 100ºC voltemos ao lugar onde estivemos.
Uma pessoa, um som, uma ideia faz-nos sentir poderosos. Sabemos que temos uma história comum, quando nos lembramos. Quando nos vemos. Temos algo comum, em comum.
Quando temos saudades, a maneira mais fácil de a matar é por vezes a mais difícil de viver: ligar, falar, ver: “chorava por te não ver, por te ver choro agora”. Quando decidimos matar o bichinho, aquela sensação, de sabermos que vamos ouvir do outro lado aquela voz, invade-nos, por vezes só a sensação chega. Sabemos que fere falar, mas não falar fere. Mas a amizade alimenta-se, não a podemos deixar enferrujar. E Ah momentos em que as correias da bicicleta já não mexem, pelo menos assim pensamos, porque na bicicleta não mais andámos, até que nos é dado o óleo. É como a dança. O bailarino que pára de dançar sente que lhe falta um braço, o ar. Quando ouve aquela musicalidade, e decide caminhar para o centro do salão, lembra-se de todas aquelas pequenas coisas, evapora-se. (solta-se).
Subscrever:
Mensagens (Atom)