quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Com as memórias, tudo está vivo! Connosco. Por isso nunca me sinto sozinha.

So my last image was as the first. A sleeping youth cloaked in light, who opened his eyes with a smile of recognition for someone who had never been a stranger. P.S.
Uma vez começando, a memória vem como a água que ferve.
A memória trabalha-se. Em estado impraticável é fria, ao lume maneja-se, a 100ºC de ebulição vêm ao de cima, as memórias, para as apanharmos temos que as respirar, antes que se evaporem.
Às vezes basta um cheiro, uma palavra, uma sensação, para que a 100ºC voltemos ao lugar onde estivemos.
Uma pessoa, um som, uma ideia faz-nos sentir poderosos. Sabemos que temos uma história comum, quando nos lembramos. Quando nos vemos. Temos algo comum, em comum.
Quando temos saudades, a maneira mais fácil de a matar é por vezes a mais difícil de viver: ligar, falar, ver: “chorava por te não ver, por te ver choro agora”. Quando decidimos matar o bichinho, aquela sensação, de sabermos que vamos ouvir do outro lado aquela voz, invade-nos, por vezes só a sensação chega. Sabemos que fere falar, mas não falar fere. Mas a amizade alimenta-se, não a podemos deixar enferrujar. E Ah momentos em que as correias da bicicleta já não mexem, pelo menos assim pensamos, porque na bicicleta não mais andámos, até que nos é dado o óleo. É como a dança. O bailarino que pára de dançar sente que lhe falta um braço, o ar. Quando ouve aquela musicalidade, e decide caminhar para o centro do salão, lembra-se de todas aquelas pequenas coisas, evapora-se. (solta-se).

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