domingo, 22 de abril de 2012

A Elas,
Não me desapareçam assim. Sonhem.
Essas folhas, que colhem, iludem-vos, mas não vos fazem dançar para a vida. Esmagam o vosso sorriso e a vossa eternidade.
Criei um sonho à volta de quem gosto e uma longevidade, que a cada dia que estamos lado à lado, as vejo desvanecer na bruma do meu olhar.
Não choro, não rio, sou hipócrita. Sofro.
Não me desapareçam assim. Dancem.
Vos quero um dia. Alegre danceremos.
Prefiro ter saudades e ver vos no meu sonho, do que partir a minha dança ao perder me na vossa estupidez. Que talvez será minha.
Sou vossa, e vocês minhas.
Não me desapareçam assim.
Sou feliz na expectativa, intristesse-me a chegada. A partida faz me sofrer.
Dormirei ao infinito com o frágil sonho que voa com o vento.
Não desapareçam.

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