domingo, 24 de janeiro de 2010

Explosão

Não sei que onomatopeia utilizar.
O que para aqui vai de memórias, que batem e embatem no meu cránio. No meu coração.

Não senti até hoje os aplausos.
Minto. Quando vejo uma peça e gosto dessa peça, o que mais quero e o que melhor sei fazer para demonstrar a gratidão e o prazer que sinto por ali estar são os aplausos. Dou tudo e mais um pouco de mim nesses aplausos, onde os actores sentem e agradecem por terem feito.
Sinto que os meus aplausos são os mais fortes, porque quero transmitir o meu orgulho por aquele trabalho. Saio da plateia com os braços a doerem-me.
Agora que não sou eu a bater palmas, gostava que houvesse uma eu no publico a assistir e aplaudir.
Hoje pela 1ª vez senti o que costumava ver na cara dos actores quando ouviam os nossos aplausos. Senti orgulho no nosso trabalho, senti companheirismo, união entre nós.

Sinto-me cheia.
Mesmo assim prefiro ser eu a bater palmas e a mostrar o quanto gostei, ou não daquele espectáculo. Ali, exposta, não posso, não consigo mostrar o quão bom e preciso é ter alguém, uma pessoa, uma palma, mas que se sinta que é verdadeira sentida.
Apesar de já termos ouvido muitos "bravos", as palmas, para mim, continuam a ser o melhor "prémio".

Um Aplauso àqueles que batem palmas com orgulho, àqueles que quando sentem que a peça está a acabar, têm milhares de impressões na barriga e tremem por todos os lados.
Um Aplauso ao Aplauso.

Vou dançar.

2 comentários:

  1. Não existe uma "tu" por entre o público mas existe "eu" que te dará sempre muita força (a propósito, ainda vais ver-me mais duas vezes por lá!)

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  2. Duas?!!
    É tão bom ter a Minha Catarina por perto.

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