quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

À Catarina

Com a passagem de ano sinto me velha. Nas amizades sinto-me velha, sinto-me nova.
A dança é eterna. Bailo, e sinto-me!

Bailo de um ano para o outro, balanço os anos passados e os que virão.
Entre cada ano, dentro de cada ano, uma memória se esquece, outra vem connosco.
Danço entre cada ano, pensando.
A melhor dança é aquela do milésimo de segundo, como o raio verde do pôr do sol. Que só os que querem, desejam muito o vêm. Aquelo momento no espaço e no tempo que não nos encontrámos nem em 200x nem em 200y, mas no limite de cada ano.
Sem ainda lá ter chegado, sem nunca chegar.

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