Aos 12 anos,
"Chateia-te crescer?
Não tenho medo de crescer, mas quero crescer devagarinho.
Consegues ser corajosa de vez em quando?
Agora já etsou a conseguir dizer a verdade às minhas amigas, e eu acho que isso é corajoso.
Alguma vez pensaste que as outras pessoas podiam saber o que te ia na cabeça?
Por isso é que prefiro contar, prefiro ser eu a dizer em vez de as pessoas entrarem na minha cabeça.
Às vezes penso assim: já fui um gato, noutra vida. Pressinto-o. A C. pensa que já foi outro ser também, mas qual? « Quando morrer posso virar relva, ou uma flor (hoje acrescento, lua). Toda a gente diz que as flores não pensam, e que as latas também não pensam... as latas não pensam? Eu sei que as latas não são seres vivos, mas mesmo assim eu acho que pensam... ou que sentem qualquer coisa... Quando não consigo acabar o prato fico com pena da comida, e penso que a comida não deve querer ficar sozinha no caixote...» Nunca falou com as plantas, mas pensa que elas comunicam. «Aqueles desenhos animados que mostram as flores com olhos... acho que isso é a verdade, porque as flores também sentem e sentir é ver coisas!(hoje digo, ver é sentir, amar)»"
"se amar é sentir, se sentir é chamar, então a pedra também amou, ao sentir a mão tocar..."
Muito do que sou, é adquirido dos outros, e isso transmite-se na minha dança e na minha escrita.
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