sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Somos uns previligiados, eu pelo menos sou.
Tenho a sorte de poder ir ao teatro, e agora poder fazer parte dele. Embora ja sentisse que fizesse parte dessa grande familia que é a Cornucopia.

Aqui vai um excerto de uma entrevista, feita pela Inês de Medeiros ao Luis Miguel Cintra, que me fez ver e perceber que sou uma previligiada;

"Imagina alguém a retomar um dia a Cornucopia?
Não. Muitas pessoas me falam na questão dos "herdeiros". "Quem é que vai continuar quando tu e a Cristina estiverem velhos e ja não aguentarem?" Mas a Cornucopia não tem de continuar. Ja teve uma existência muito longa para o que é normal nas companhias. Quando um de nos ja não aguentar, o outro continua. E quando os dois ja não aguentarem, acaba. E não ha problema nenhum nisso. O que é preciso é que apareçam outras. As coisas têm uma determinada existência e depois têm de morrer para que surjam outras.

[...]

Tipo de trabalho que fazemos exige liberdade e confiança entre as pessoas. (...) Seja qual for o método, é sempre de dentro para fora e nunca de fora para dentro."

Esta ultima parte do excerto que publico, resume o que vou aprendendo ao longo da minha dança, ao longo desta minha experiência.



PS: Este texto foi escrito num teclado francês, dai a falta de acentos.

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